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29
novembro 2017

Tem hora certa para tomar whey

2017-11-02

Um dos suplementos mais utilizados, com mais comprovações científicas de benefícios a saúde e performance estética e esportiva ainda é cercado por muitas dúvidas e mitos.

Antes ouvia-se que a whey protein era protocolada como um suplemento exclusivo de ser ingerido imediatamente depois da sessão de treino. Parece clichê, mas uma receita global ainda se aplica, “cada caso é um caso”. A whey protein hoje é valorizada mais do que a proteína de ovo, caseína e soja, por sua alta qualidade nutricional e rápida absorção. A proteína é o macronutriente que gera mais saciedade e as dietas ricas em proteínas são conhecidas por exercer efeitos benéficos sobre a composição corporal e o metabolismo.

 

Um grande número de estudos relata que a ingestão proteica da população em geral é insuficiente. Uma das maiores dificuldades das pessoas que possuem uma rotina exaustiva de trabalho é o acesso a esse nutriente ao longo do dia. A ingestão de whey protein como complemento de uma refeição no meio da manhã ou no meio da tarde, é uma excelente opção para manter os níveis de aminoácidos circulantes na corrente sanguínea de forma a beneficiar o indivíduo fisicamente ativo, atleta ou sedentário. Outros estudos demonstram que a deficiência de proteínas na dieta é uma das principais preocupações com a saúde pública, especialmente nos países em desenvolvimento.

 

Ao fazer uma comparação simples, 30g de whey protein pode ser proporcional em valores de quantidade proteica a 100g de peito de frango ou 7 claras de ovos cozidos. Isso demonstra a importância e praticidade de englobar o uso da whey num momento que não seria adequado ou possível tal ingestão de determinados alimentos. Ingerir a whey antes ou depois do treino ainda é um dos momentos mais importantes, mas não descarta a oportunidade dessa ingestão ocorrer em momentos afastados do treinamento físico como parte importante de uma refeição.

 

Referências: Sindayikengera S, Xia WS J Zhejiang Univ Sci B. 2006 fev; 7 (2): 90-8. Bertenshaw EJ, Lluch A, Yeomans MR Physiol Behav. 2008 27 de fevereiro; 93 (3): 427-36. Chou CJ, Affolter M, Kussmann M Prog Mol Biol Transl. Sci. 2012; 108 (): 51-74. Gomes SP, Nyengaard JR, Misawa R, Girotti PA, Castelucci P, Blázquez FH, de Melo MP, Ribeiro AA J Neurosci Res. 2009 Dez; 87 (16): 3568-75.